sábado, 31 de janeiro de 2015

Calvice feminina - causas e tratamentos

Não só os homens ficam carecas, entre as mulheres, as causas variam desde a má nutrição até a genética.
Veja como tratar
A calvice feminina pode ter como causas distúrbios hormonais, problemas na tireóide, estresse,
ansiedade e traumas psicológicos. 
A causa mais comum está ligada a distúrbios hormonais, como ovários policísticos ou problemas na tireoide. Em seguida, vêm as causas genéticas, conhecidas como androgenéticas, que afetam 25% da população feminina e vem aumentando cada vez mais, devido a fatores desencadeantes como estresse, ansiedade, depressão e carências nutricionais.
Há ainda as causas cosméticas de agressões químicas ou físicas ao couro cabeludo e aos fios. As químicas mal realizadas ou com muita frequência, as agressões físicas, como por exemplo, o uso abusivo do secador e os alisamentos também podem causar lesões irreversíveis , e, por isso, as mulheres devem fazer tratamentos com produtos aprovados pelo Ministério da Saúde e por profissionais treinados e especializados.
Algumas doenças podem ter como reação a queda de cabelos, como é o caso do lúpus, doença sistêmica autoimune que gera a destruição do cabelo, da pseudopelada de brocq (doença imunológica que promove queda de cabelos e atrofia do couro cabeludo), e das foliculites, que causam inflamação no couro cabeludo geralmente associado a uma infecção secundária. 
Se você costuma fazer dietas e restrições alimentares por conta própria, fique atenta: a deficiência de nutrientes como proteínas, vitaminas do complexo B, ferro e sais minerais, tipo cálcio e magnésio, pode ser a responsável pelo enfraquecimento e queda dos fios. Além das alopecias citadas, há ainda a areata, também desencadeada por traumas psicológicos e que, dependendo do seu grau de desenvolvimento, pode atingir outras áreas do corpo além do couro cabeludo, como a sobrancelha e membros. 
A boa notícia é que a maior parte dessas alopecias chamadas de não cicatriciais, é reversível. Para cada tipo de alopecia é indicado um tratamento diferente. Isso porque o tricologista faz o diagnóstico e a partir dele dá sequência a um tratamento multiprofissional. Ou seja, os de outras especialidades trabalham em conjunto com o tricologista para solucionar o problema. Se for um problema relacionado à tireoide, o tricologista atua junto com um endocrinologista. Se for relacionado a traumas psicológicos, um psiquiatra auxilia, e assim por diante. 
No caso da alopecia androgenética, existem recursos avançados de diagnóstico que são baseados em exames como o escâner do couro cabeludo, que aumenta em até 8 mil vezes o fio do cabelo e couro, além da microscopia eletrônica do bulbo capial, onde são fabricados os fios — nesses exames, qualquer anormalidade pode ser detectada e corrigida. Além desses, são sempre solicitados exames clínicos (dosagens hormonais e de sais minerais). Para o tratamento, são muito utilizados os fitoterápicos, que são aplicados no couro ou utilizados via oral, com resultados excelentes. 
Há ainda recursos de tecnologia como a eletroestimulação do couro cabeludo com microcorrentes, em que é feita a utilização de um processo de alta tecnologia que se chama infusão de medicamentos por via transiônica. O processo funde medicamentos no couro cabeludo sem precisar de injeção, somente com a utilização do laser de baixa penetração, diferente do laser que é usado para queimar. 
Esses são os procedimentos mais modernos, capazes de estacionar ou reverter o processo de alopecia. São procedimentos não invasivos, pois não agridem o corpo e não têm efeitos colaterais. E ainda podem ajudar a retardar o processo das alopecias do tipo cicatriciais (cicatrizes de ferimentos, queimaduras etc.), que não têm cura. Veja algumas dicas para manter a saúde dos cabelos em dia e combater a calvice feminina: Secador de cabelo e chapinha provocam queda de cabelo se utilizados de forma errada. Use-a na temperatura média.
No caso do secador, a distância deve ser de, pelo menos 30 cm dos fios. Fique de olho na temperatura da água na lavagem. Ela deve ser morna.
Certas estações favorecem a queda de cabelo, mas isso ocorre em razão do ciclo de queda capilar. Tingimento não é causa de queda. A última geração de produtos utilizados para esse fim ou para alisar alcançou níveis tecnológicos seguros e sofisticados. Por outro lado, os cabeleireiros profissionais vivem em constante aprimoramento e tornam cada vez mais seguros esses processos, eliminando o risco de queda dos fios. Excessos nunca são recomendáveis. 
Na hora dos banhos de creme, pense na regra básica: tudo o que é bom para o couro cabeludo é bom para os fios, porém nem tudo que é bom para o fio deve ser usado no couro cabeludo. Isto também vale para os condicionadores, cremes de pentear e os chamados xampus 2 em 1. O extrato de Aloe vera (babosa) é benéfico quando usado topicamente. A planta in natura pode causar alergia ou irritações tópicas. 
As próteses (perucas) podem ser usadas, se necessário, sem prejuízos. Devem ser evitados os processos de entrelaçamento que tracionam os fios. As perucas devem ser lavadas e arejadas com frequência, para evitar contaminação por fungos. Gravidez não é causa de queda. Os cabelos ficam mais bonitos e até aumentam. O período de menopausa é de ajuste natural da diminuição hormonal. Assim, poderá haver perda transitória dos fios de cabelo. 
Caspa e seborreia causam a queda dos cabelos. Bonés aumentam a oleosidade e só devem ser usados como proteção. O uso de tiaras e elásticos não devem ser frequentes para não traumatizarem o bulbo capilar. Procure orientação médica.
Fica a Dica, Beijos